quarta-feira, 30 de maio de 2012

III Fórum de Logística Reversa

Logística Reversa é um dos temas de maior importância atualmente, pois todas as empresas, sem exceção, enfrentam ou irão enfrentar volumes crescentes de retorno de produtos. É necessário equacioná-los, usufruindo de benefícios importantes em custos e em imagem empresarial.

Venha atualizar-se com as práticas e conhecimentos no III Fórum de Logística Reversa, organizado pelo CLRB – Conselho de Logística Reversa do Brasil e Publicare Eventos nos dias 13 e 14 de Junho de 2012 no Hotel Estanplaza Berrini, situado à Av. Engº Luis Carlos Berrini, 853 – Brooklin Novo - São Paulo - SP - CEP 04571-010, na cidade de São Paulo.

Os Fóruns de Logística Reversa organizados pelo CLRB e Publicare Eventos tornaram-se um marco no calendário de eventos no Brasil pelo conteúdo de alta relevância para o mercado brasileiro, que abrange as áreas de pós-venda e de pós-consumo, pela organização impecável, participação maciça de executivos e acadêmicos desfrutando de excelentes oportunidades de network especializado nesta área e pelo elevado interesse da mídia em geral.

No III Fórum de Logística Reversa, oferecemos uma jornada optativa adicional de visita técnica e tutorial de novos negócios em Logística Reversa.

domingo, 27 de maio de 2012

BTP conclui 60% das obras de seu terminal em Santos

Muito além do cais. Assim é a obra do terminal para contêineres e granéis líquidos da Brasil Terminal Portuário (BTP), em construção na Alemoa, no Porto de Santos. Edificações, armazém, um restaurante com vista para o canal de navegação e gates são algumas das estruturas atualmente sendo implantadas nos 480 mil metros quadrados do empreendimento. Em fase avançada, a instalação já está 60% concluída, segundo a empresa.

A equipe de reportagem de A Tribuna teve a chance de acompanhar as obras dos principais prédios e instalações do terminal, cuja primeira fase deve ser finalizada no primeiro trimestre do próximo ano. Quando totalmente implantada, a unidade poderá operar 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos e 1,2 milhão de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, aumentando em cerca de 30% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo santista.

Área estratégica do terminal, o cais, que terá 1.108 metros de extensão, já está 60% concluído. A previsão é que, na entrega da fase inicial, vão estar prontos 800 metros do costado. Ele é construído a partir da cravação de estacas (e não pelo aterro da área). Até agora, já foram prendidas 2.300 dessas estruturas. Faltam apenas 200 para que essa etapa do serviço seja finalizada. 

Durante a operação do terminal, passam pelo cais os contêineres que vão embarcar ou desembarcar nos navios. Na BTP, eles serão transportados entre a retroárea e o costado pelos terminal tractors, pequenos veículos com forte tração e alta capacidade de manobra, ideais para o trabalho em pátios de cargas. Esses equipamentos – 40, no total – já podem ser vistos enfileirados no terminal. 

Os tractors carregarão os contêineres em chassis – são 44 peças, que já estão na instalação. 

A unidade da BTP ainda contará com oito portêineres (usados no transporte da carga entre o cais e o navio) e 26 gruas sobre pneus (RTG, sigla em inglês). O maquinário começará a chegar em agosto. 

O terminal está sendo construído para operar simultaneamente três navios contêineiros de 9.200 TEU.

Quanto à retroárea da instalação, que deverá estar 60% pronta no início do próximo ano, 15% dela, 30 mil metros quadrados, já estão finalizados. Nesse espaço, serão efetuados todos os procedimentos aduaneiros para que as cargas se dirijam ao complexo já desembaraçadas.

Em relação às edificações, o prédio administrativo, onde estarão os escritórios, está 80% concluído. A estimativa é de que 1.200 funcionários atuem no terminal quando a instalação estiver em plena atividade. Alguns trabalhadores já começaram a ser selecionados pela BTP. Nos próximos meses, deverão ser contratadas mais 700 pessoas.

Atualmente, 2.600 funcionários participam da construção do terminal, a cargo da Andrade Gutierrez. 

O prédio do Centro de Controle de Operações de Segurança (CCOS) está 50% pronto. E já estão sendo erguidos o restaurante do terminal, um armazém, um prédio para atender os trabalhadores do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), dois gates (portões) de entrada e saída e três sub-estações de energia elétrica 

O projeto da BTP também envolveu a remediação ambiental da área (onde, durante décadas, funcionou o lixão do Porto), etapa já concluída. Foram retirados 711 mil metros cúbicos de resíduos. O investimento total no empreendimento, incluindo a recuperação do solo, é de R$ 1,2 bilhão.

Fonte: Jornal a Tribuna Santos

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Rumo Logística adota solução RFID da NEC

Sistema amplia a capacidade de gestão no transportes de cargas

A Rumo Logística anunciou, na última semana de fevereiro, a adoção de uma solução de rastreamento e gerenciamento da NEC Latin America, baseada na tecnologia RFID (dispositivo de identificação por radiofrequência), com o objetivo de aumentar o controle da frota de vagões da transportadora ferroviária de açúcar e grãos.

Com a solução, a companhia busca ampliar a capacidade de gestão relacionada ao processo de transportes de cargas, com maior confiabilidade e exatidão. Para isso, a NEC desenvolveu um sistema integrado, fornecendo hardware, software e suporte necessários para a operação do cliente.

Foram implantadas tags de RFID em mais de 730 vagões para proporcionar maior visibilidade e aproveitar melhor os recursos em toda a malha ferroviária. Dispositivos remotos de leitura de dados processam e transmitem as informações em tempo real, disponibilizando métricas precisas sobre a movimentação dos trens.

“A constante expansão da Rumo Logística exige mecanismos de controle mais apurados para monitorar as operações. A geração de dados precisos sobre esta movimentação permite um refinamento contínuo dos processos internos, resultando em maior eficiência operacional e na diminuição dos custos com erros e desperdícios”, afirma Luiz Villela, diretor de desenvolvimento de negócios da NEC no Brasil.

A consolidação do projeto ajuda a Rumo a contar com relatórios mais específicos sobre a movimentação da frota, dispondo de estatísticas detalhadas que definem questões de localização e horário de cada vagão. Com respostas em tempo real, é possível analisar desvios de processos, necessidade de manutenção na malha ou no trem, subutilização ou sobrecargas de trechos e horários, além de erros e atrasos.

A coordenadora de Sistemas responsável pelas ações de TI da Rumo Logística, Ana Paula Barbano, explica que a adoção do sistema permitiu maior transparência nas operações, gerando resultados mais sólidos. “A solução da NEC atendeu ao principal objetivo da Rumo que é a geração de informações seguras para suportar as tomadas de decisões”, finaliza a executiva.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Logística Reversa



A Risso Transportes, empresa sediada na cidade de Barra Bonita (SP) que conta com 29 anos de experiência no segmento de transporte rodoviário de cargas, passou a oferecer, em 2012, serviços de logística reversa para resíduos e equipamentos eletrônicos.

A novidade tem como objetivo ajudar os clientes da empresa no descarte correto do lixo eletrônico. Para utilizá-lo, basta informar aos profissionais da transportadora no ato das entregas ou coletas de mercadorias. Sem custos adicionais ao frete, a Risso realiza a coleta, consolidação e destinação ambiental correta dos resíduos. Além disso, todas as unidades da empresa funcionam como postos de coleta.

“Aproveitamos nossa capilaridade para criar um serviço sem ônus a nossos clientes”, comenta Antonio Marcos dos Santos, coordenador de Logística Reversa da Risso. A empresa conta com 26 filiais e um total de mais de 30 agências, que atendem 2.437 cidades nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal.

A logística reversa de lixo eletrônico oferecida pela Risso abrange equipamentos como microcomputadores, placas, monitores, impressoras, aparelhos televisores, vídeo cassetes, aparelhos de som, videogames, celulares e unidades de armazenamento, como discos rígidos.

A Risso movimenta mais de 950 mil toneladas de cargas diariamente, com uma frota de 500 veículos com idade média de três anos que percorre cerca de 80.000 km por dia.

Fonte: Boletim Tecnologística

sábado, 19 de maio de 2012

Cursos Gratuítos

A Unimonte está oferecendo vários minicursos totalmente gratuitos, para participar basta acessar o link abaixo, escolher o curso e realizar sua inscrição.
Os cursos tem duração de 4 horas e fornecem certificados aos participantes.



Curso de Portos em Santos

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, confirmou a abertura do Centro Paula Souza para o curso de Técnico em Portos. A formação será oferecida na Etec Bartolomeu de Gusmão, no Saboó, na Zona Noroeste. As aulas serão iniciadas em agosto. 

A melhor noticia é que realmente o curso foi confirmado, o numero de inscritos alcançou as expectativas, pois foram mais de 100, agora é só aguardar o vestibulinho. 

“É um curso inédito que atenderá o setor portuário, que está em plena expansão e vai precisar de mão de obra qualificada”, explicou o secretário. 

Logo estaremos postando aqui a grade do curso.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Em Santos, seminário internacional debaterá a revitalização de áreas portuárias

Santos sediará o Seminário Internacional – Revitalização de Áreas Portuárias e Integração Urbana, nos próximos dias 26 e 27. O evento reunirá empresários, autoridades e representantes de cidades de vários países para debater o processo de recuperação de complexos marítimos degradados. Para participar, é necessário realizar inscrição gratuita na página do evento, no site da Prefeitura de Santos (www.santos.sp.gov.br/seminariointernacional). Ao todo, há 330 vagas disponíveis.


Um dos temas a ser discutido no seminário é o programa de revitalização Porto Valongo Santos, que propõe a recuperação da área dos antigos galpões 1 ao 8 do Porto de Santos. O projeto prevê a implantação de um centro de turismo, lazer e negócios no local, além de uma marina, restaurantes, bares e apoio náutico. No último dia 29 de fevereiro, o presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, Sérgio Aquino, revelou a possibilidade de também ser construído um hotel de luxo na área portuária.


Essa possibilidade poderá ser confirmada no segundo dia do encontro, quando será divulgado, às 10 horas, na Prefeitura, o resultado dos estudos de viabilidade realizados pela OVE ARUP & Partners, consultoria contratada para a elaboração do relatório final.


As próximas etapas do projeto incluem audiências públicas, licenciamentos ambientais e processos licitatórios. A estimativa é que as concorrências sejam abertas, no máximo, até o início do próximo ano.


Programação


A abertura do seminário será realizada à 9 horas, no Teatro Guarany. A primeira palestra acontecerá às 10h20, com a apresentação dos projetos da Associação para a Colaboração entre Portos e Cidades pelo presidente da entidade italiana, José Joaquín Martínez Sieso.


Às 11 horas, o diretor associado da ARUP, Pablo Lazo, falará sobre as propostas de planejamento, projetos e consultoria da empresa. Após um novo debate (ainda sem tema definido) e uma pausa para o almoço, será realizada a palestra "Belém-Brasil", ministrada pelo arquiteto e secretário de Cultura do Pará, Paulo Roberto Chaves Fernandes. Ele falará sobre o projeto Estação Docas, que revitalizou três armazéns e um terminal de passageiros em uma extensão de 500 metros de orla fluvial do antigo porto da capital paraense.


Representantes do Porto de Marselha, na França, e de outras entidades portuárias francesas se reunirão às 14h40. Logo depois, às 15h20, será a vez do presidente do World Trade Center (WTC) de Barcelona, na Espanha, Josep Munné Costa. Para encerrar os trabalhos do dia, haverá uma visita, às 17h, ao Centro Histórico de Santos.


O evento será promovido pela Secretaria de Portos (SEP), Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Prefeitura de Santos e Bnaco Mundial. Outras informações pelo telefone (13) 3295-8900 ou pelo e-mail seport@santos.sp.gov.br.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Em São Paulo, tem início feira internacional de comércio exterior



Fonte Jornal A Tribuna

terça-feira, 6 de março de 2012

Zoneamento ecológico dá maior segurança à expansão do Porto



A proposta do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) da Baixada Santista, aprovada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) no final do ano passado, proporciona maior segurança para a expansão do Porto de Santos, dizem especialistas e autoridades que participaram da discussão do projeto. O plano prevê áreas específicas para a construção de terminais marítimos e retroportuários, mediante licenciamento ambiental, em regiões à beira do estuário antes protegidas pela legislação. 

A definição do zoneamento demorou dez anos para sair. Foi o tempo necessário para que ambientalistas e autoridades estudassem os impactos das atividades portuárias ao Meio Ambiente, considerando a possibilidade de novas construções. 

As áreas que poderão receber novos terminais foram classificadas como Z5TEP, sigla de Zona 5 Terrestre de Expansão Portuária. Localizadas no interior do estuário, são áreas estratégicas pra a ampliação portuária, apesar de possuírem características naturais que, se fosse descartado o argumento do interesse público, imporiam regras rígidas para a instalação de novos empreendimentos portuários. 

O resultado final das discussões foi a aprovação, pelo conselho, de um mapa com áreas passíveis de expansão portuária. São elas as ilhas Barnabé e Bagres, além de terrenos na Área Continental de Santos e em ambas as margens do Canal de Piaçaguera (o acesso à região portuária de Cubatão). Estas glebas representam 7% das áreas de manguezal da Baixada Santista. 

A proposta, aprovada pelo conselho em 13 de dezembro último, foi encaminhada ao governador Geraldo Alckmin para sanção. 

“Em 10 anos, o Porto de Santos terá um déficit (em sua capacidade de movimentação) de 75 milhões de toneladas por ano de granéis sólidos e líquidos e precisa cobrir esse déficit. Não vamos cobri-lo fazendo um terminal em Praia Grande. São Sebastião também não dá conta”, declarou o responsável pela Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Luiz Roberto Camargo Numa de Oliveira. 

Segundo o coordenador, houve uma harmonização que permitiu atender pedidos de duas correntes de opiniões. “O ZEE aceita esses dados da realidade (da demanda portuária). E busca circunscrever isso de uma forma que a ampliação do Porto do Santos se dê da maneira menos impactante possível, para satisfazer os interesses conflitantes da sociedade nesse caso, que de um lado é o de preservação ambiental e de outro, o econômico-financeiro”. 

O consenso não chegou a existir, mas houve um acordo no âmbito do Consema. Uma das vozes discordantes no tocante às áreas destinadas para expansão portuária era a do professor de Biologia Marinha da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Denis Abessa. “A nossa visão é que essas áreas deveriam ser protegidas. Mas fomos voto vencido”, disse. 



Terrenos na Área Continental de Santos, às margens do Canal de Piaçaguera, e na Ilha dos Bagres estão entre as glebas destacadas no ZEE


Abessa defende que todos os terrenos do estuário, mesmo aqueles considerados estratégicos para expansão portuária, deveriam ter sido classificados como Z1 ou Z2, ou seja, com maior restrição a novos empreendimentos. O motivo, explica, é que desta forma ainda seria possível construir terminais portuários de uso público, com o argumento do interesse nacional, mas ficaria muito mais difícil erguer um terminal privado, que visa apenas ao lucro do empresário. “Se a área de manguezal permanecesse com maior restrição, isso não impediria a expansão portuária dentro do porto organizado. Só (impediria) os terminais privados”. 

Até que fosse fechado o zoneamento, pairou no ar a dúvida: será que ficará mais difícil licenciar novos projetos? O secretário municipal de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos, Sérgio Aquino, acredita que sim. Mas ressalta que, “se esse zoneamento tivesse sido editado de maneira inadequada, ele decretaria a morte antecipada do Porto de Santos”. 

Aquino entende que seria “inadequado”, como mencionado, manter como Z1 ou Z2 as áreas estratégicas para o Porto. “Hoje é possível autorizar o licenciamento ambiental numa área de mangue com um simples decreto de interesse público. No momento que for regrado o zoneamento, isto não será mais possível”, afirmou. 

Segundo o secretário, esta situação ocorre porque a lei que autoriza o decreto de interesse público determina que o empreendimento respeite os planejamentos local e regional, categoria em que se enquadra o ZEE. Isto só será revertido quando o governador sancionar a proposta de zoneamento. “A atividade portuária é planejada com 20 anos de antecedência. Se todas as áreas fossem de preservação, o mercado pensaria em outro local para seus investimentos de futuro”, argumentou o secretário. 

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do Porto de Santos, entende que a destinação de terrenos para expansão portuária, no zoneamento, é benéfica para o complexo como um todo. Dessa forma, não se perde tempo analisando áreas praticamente descartadas e se dá ênfase naquelas que podem receber expansão, destacou a companhia.

Fonte: Jornal a Tribuna

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Transporte multimodal no estado de São Paulo

Artigo escrito por ADRIANO MURGEL

O transporte de cargas é, no Brasil e particularmente no estado de São Paulo, um dos obstáculos à competitividade brasileira no cenário internacional. Há anos se diz que a soja brasileira no campo é a mais barata do mundo e, no mercado externo, a mais cara. Tudo devido ao chamado custo Brasil, em que os transportes tem participação relevante.

O pior é que aquilo que computamos como custo do transporte é, na verdade, apenas uma parte. Com efeito, os fretes rodoviários calculados não levam em conta muitos fatores de custo, como o investimento feito nas rodovias (em algumas, pedagiadas, computa-se a conservação), e principalmente as chamadas “externalidades negativas”, como os custos oriundos da poluição, do consumo excessivo de energia, dos acidentes, etc.

Levando em conta esses fatores, de há muito se considera na Europa que a relação entre os custos de transporte na hidrovia, na ferrovia e na rodovia obedecem a relação 1 : 2 : 5. Aqui no Brasil, só agora se começa a perceber que o transporte rodoviário sempre foi subsidiado, demandando orçamentos públicos descomunais.

Mais ainda, começa-se a perceber que não há como atender às demandas rodoviárias ampliando espaços viários, elevando o peso e até a velocidade dos veículos, especialmente nos grandes corredores e regiões metropolitanas.

No Brasil, os transportes rodoviários representam 76% da matriz; em São Paulo, 80%. Mas nos Estados Unidos, país da indústria automobilística e das rodovias, somente 38% das cargas viajam de caminhão.

A nossa palavra de ordem, portanto, deve ser a da redistribuição modal, ou seja, reduzir a carga rodoviária através do maior aparelhamento das hidrovias e das ferrovias.

O Brasil tem cerca de 50 mil km de rios potencialmente navegáveis; São Paulo tem proporcionalmente muito menos. Mas, enquanto a tese do uso múltiplo das águas permeou as decisões governamentais do estado desde 1940, do que resultou a Hidrovia Tietê-Paraná, com 2.400 km, a União criou obstáculos em seus rios navegáveis, como a Usina de Tucuruí, que bloqueou o rio Tocantins, a Usina de Itaipu, bloqueando o próprio rio Paraná, e assim por diante. São Paulo também deslizou para esse caminho, interrompendo toda a possibilidade de navegação no rio Paranapanema, por exemplo.

Mas de alguns anos para cá São Paulo está retomando com ênfase a navegação fluvial. No primeiro período governamental de Geraldo Alckmin, foi decidido revitalizar a Hidrovia Tietê-Paraná, começando pela remoção de alguns obstáculos (pilares de pontes, curvas acentuadas, etc.) tendo como objetivo fazer crescer o transporte por meio dessa via. Ao mesmo tempo, determinou-se a realização de um Plano Estratégico Hidroviário, que abriu os horizontes do transporte fluvial. Uma das primeiras consequências foi o convênio feito com a Transpetro e a BR Distribuidora, para estudo do transporte de etanol por navegação.

Desse convênio resultou a decisão da Transpetro de seguir esse rumo, tendo ela já adotado medidas para a compra de 20 comboios, com 80 barcaças, para promover a quadruplicação do transporte hoje realizado naquela hidrovia, assim como para a implantação de três importantes terminais de coleta e distribuição. Mas ficou visível, também, que o açúcar produzido pelas mesmas usinas de álcool poderia seguir igual caminho, até conchas, onde o álcool será transferido para dutos, para chegar ao mar, e o açúcar pode ser levado à ferrovia, para o transporte até Santos.

Agora se lê no Estadão de 15/04/11 que os governos do Estado e da União decidiram realizar um conjunto de obras para aumentar a capacidade da Hidrovia Tietê-Paraná, abrigando inclusive o transporte de cargas que possam ser transferidas em Conchas para a ferrovia, através da construção de um ramal de 15 km.

É a segunda etapa de uma visão que o próprio governador paulista teve em seu primeiro governo. A ela, certamente seguirão outras, previstas inclusive no Plano Estratégico Hidroviário, a começar pelo estudo da viabilidade do transporte fluvial nos rios limítrofes do estado, rio Grande e rio Paranapanema, que já têm grandes lagos, dependendo de instalar eclusas nas barragens. Mas também olhar para rios interiores, como Mogi, Paraíba e Ribeira de Iguape, que já tiveram transporte fluvial para cargas e passageiros.

Dos entendimentos com a União devem resultar obras como as eclusas de Itaipu e São Simão, que darão ao rio Paraná uma extensão navegável muito maior, construindo uma hidrovia que pode ir de Goiás ao rio da Prata, na direção da hidrovia de integração continental sonhada por Franco Montoro.

Para provocar outras paragens, é interessante lembrar que o transporte hidroviário brasileiro representa 14% do total, na matriz de cargas. Para chegar a 30%, numero compatível com a dimensão continental do Brasil e com a imensidão de seus rios, são necessárias 205 intervenções, a um custo de 16 bilhões de reais. Em compensação, o retorno desse investimento se dará em ano e meio, através da redução dos custos dos transportes.

É preciso falar mais da necessidade e das possibilidades da redistribuição modal no Brasil?