quarta-feira, 18 de julho de 2012

Duplicação de linha férrea deve tirar 1.500 caminhões das vias



O primeiro trecho da duplicação da via férrea que liga as cidades de Campinas e Santos será concluída em outubro próximo. A obra será responsável por agilizar a chegada de cargas ao Porto de Santos e dobrar o número de trens que chegam ao complexo. A via duplicada fica entre Perequê e Cubatão e custou R$ 26 milhões, investidos pela América Latina Logística (ALL) e pela Rumo Logística.

O projeto total será responsável pela retirada de 1.500 caminhões das estradas. Esta redução no número de veículos nas vias que dão acesso ao Porto de Santos é um pedido de usuários do complexo, já que, com o aumento da movimentação de cargas, os acessos rodoviários ficam cada vez mais comprometidos.

A obra faz parte da duplicação de 383 quilômetros da ferrovia, que começa em Campinas, no interior do Estado, e chega a Santos. Por conta da grande extensão da malha ferroviária, o projeto foi dividido em pequenos trechos que estão sendo executados em paralelo.

A obra do trecho de Cubatão até o bairro do Valongo está prevista para começar em outubro, assim que a primeira faixa duplicada for entregue. Serão mais quatro quilômetros de extensão de vias férreas, capazes de levar carga até o complexo santista.

A previsão da ALL é que a obra em Santos seja concluída no primeiro trimestre do ano que vem. Enquanto isso, outras frentes já estão sendo realizadas no interior do Estado, próximo à região de Campinas, onde a via férrea tem origem.




A obra na Baixada Santista faz parte da duplicação de 383 quilômetros da ferrovia,


Capacidade

No trecho da Baixada Santista, a nova estrutura ferroviária vai dobrar o número de trens em circulação na Margem Direita (Santos) do complexo. Na extensão entre Perequê e Cubatão, o aumento será de 30 para 60 vagões por dia.

Ainda é necessária a reformulação da Ponte do Casqueiro, que fica em Cubatão, para a conclusão do trecho que liga a cidade à Serra do Mar. Na região, existe uma bifurcação, que divide o tráfego de trens da MRS Logística e da ALL. Os vagões da primeira empresa chegam à Baixada através do sistema cremalheira.

“Em termos de volume a granel na Margem Direita esperamos chegar a 9 milhões de toneladas de açúcar por ano”, explica o gerente da Unidade de Produção da ALL em Santos, Leonardo Pires do Prado.

No ano passado, 4,7 milhões de toneladas de açúcar foram transportados pela ALL em direção ao Porto de Santos. Segundo o executivo, a companhia já tem grande participação no transporte de cargas que são levadas ao corredor de exportação e pretende expandir a atuação no transporte de granéis.

Com a conclusão da obra, a ideia é aumentar a capacidade de transporte e também operar as cargas que partem para os terminais que ficam na região próxima à imagem de Nossa Senhora de Fátima, a Santa, no Porto de Santos.

“A obra gera um aumento na velocidade e na capacidade de circulação de trens para a Margem Direita. Irá viabilizar um ganho significativo no volume total movimentado por ferrovia no Porto de Santos, principalmente no segmento de açúcar a granel”, revela o gerente.

Serviço

A obra foi iniciada em janeiro de 2011 e abrange uma extensão de 11,5 quilômetros de vias. O número de profissionais envolvidos chega a 180.

De acordo com a ALL, para a duplicação, foram utilizados 31 mil metros de trilhos de maior capacidade de suporte. Outros 26 mil dormentes ecológicos feitos em madeira reflorestada foram instalados na duplicação da ferrovia.

“Além dos ganhos de produtividade, é importante destacar o aumento na segurança com a melhoria da infraestrutura da plataforma, utilização de materiais e equipamentos novos de superestrutura e o cerceamento da segregação da ferrovia no perímetro urbano”, afirma o superintendente de Projetos e Infraestrutura da concessionária, Sildomar Arruda.



Fonte: Jornal A Tribuna - Santos

terça-feira, 17 de julho de 2012

Fatec de Praia Grande abre inscrições para cursos de férias

Aulas são voltadas a estudantes e comunidade em geral.
Cursos oferecidos possuem certificados e carga horária entre 4 e 12 horas.

A Faculdade de Tecnologia de Praia Grande, no litoral de São Paulo, abre inscrições abertas para diversos cursos de férias voltados a estudantes e comunidade em geral.

Os interessados podem se inscrever nas oficinas de linguagem corporal e neurolinguística, oratória, logística de terminal de contêineres vazios, sistemas integrados de gestão (ERP/SAP) para pequenas e médias empresas, desenvolvimento de site com CMS – Wordpress, desafios da tecnologia do pré-sal, telemarketing, práticas de microscopia, vistoria e reparo de contêineres, inglês para viagem, inglês para negócios, inglês para conversação e CEP - Controle Estatísticos de Processos.

As atividades ocorrerão entre os dias 23 e 28 de julho. As inscrições podem ser feitas pelo site da Fatec ou na própria instituição, localizada na Praça 19 de Janeiro, 144, no Boqueirão, das 14 às 20 horas. Os cursos oferecidos possuem certificados e carga horária entre 4 e 12 horas. Para alguns deles, as vagas são limitadas, a serem preenchidas por ordem de chegada das inscrições.



Confira a programação completa no site:
http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2012/07/fatec-de-praia-grande-abre-inscricoes-para-cursos-de-ferias.html

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Alvo de ação do MPF, ALL defende investimentos na malha paulista

De um jeito ou de outro o modal ferroviário vai ganhando novos investimentos.

A América Latina Logística (ALL) divulgou nota hoje afirmando que já está substituindo trilhos no interior do Estado de São Paulo, após o Ministério Público Federal (MFP) divulgar que instaurou ação civil pública para que a empresa corrija problemas de infraestrutura na região.

Em nota, a ALL diz que ainda não foi comunicada oficialmente e defende os investimentos nos trechos alvos da ação do MPF. A companhia afirma que está implantando novos trilhos em Sumaré, Americana, Limeira, Mairinque, Campinas e na região de Itu. 'São trilhos mais robustos, seguros e de maior capacidade de carga', informa trecho do texto enviado pela assessoria de imprensa da companhia.

Neste ano, segundo a empresa, estão sendo investidos R$ 26 milhões em manutenção e troca de trilhos na região. Em 2011, diz, foram R$ 17 milhões.

Ação

O MPF divulgou hoje que ajuizou uma ação civil pública com pedido de liminar para que a ALL corrija problemas de infraestrutura da malha ferroviária no interior de São Paulo.

Segundo Fausto Kozo Matsumoto Kosaka, procurador da República, as condições da linha estão causando acidentes, problemas ambientais e poluição sonora. O MPF solicita que a ALL realize, em 90 dias, vistoria do trecho e reparos para assegurar a segurança da operação.

A ação pede que também sejam responsabilizados a União, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além dos municípios de Americana, Limeira, Cordeirópolis, Rio Claro, Itirapina, Nova Odessa e Santa Gertrudeso. O MPF requisita multa diária de R$ 100 mil a cada réu, caso seja descumprida ordem judicial concedida de modo definitivo.

(Fábio Pupo | Valor)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Roubos de cargas nas rodovias de acesso ao Porto quase dobram

As rodovias das regiões da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, que dão acesso ao Porto de Santos, aparecem na segunda posição do ranking de roubo de cargas nas estradas do interior do Estado. O Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 6, que abrange os 24 municípios, perde apenas para o Deinter 2, que reúne 38 cidades da região de Campinas, no interior.

Em maio, o índice de crimes praticamente dobrou na comparação com o ano passado na região. No quinto mês deste ano, 40 roubos s foram registrados no Deinter 6. Já, no mesmo período do ano passado foram 21 ocorrências.




Nos cinco primeiros meses do ano, foram registrados 143 roubos de cargas. Em 2011, foram 132 no períodoA listagem, feita pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, aponta a localização do cais santista e o grande fluxo de mercadorias que trafegam por esta região como os principais motivos para o índice de roubo de mercadorias. Na área de abrangência do Deinter 6, as rodovias Anchieta e dos Imigrantes são responsáveis pelo escoamento e abastecimento de carga entre o Porto de Santos e as principais regiões do Estado e do País.

Já a BR-116, que passa pelos municípios do Vale do Ribeira, é responsável pela ligação viária entre o complexo santista e a região Sul do País. Os roubos também aconteceram na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP 248/55, antiga Piaçaguera-Guarujá), e na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP 55).

Nos cinco primeiros meses do ano, período em que as estatísticas estão disponíveis, foram registrados 143 roubos de cargas nas rodovias da Baixada Santista. No mesmo período do ano passado, 132 ocorrências foram contabilizadas.

Mas, de acordo com os especialistas em segurança, a situação não é tão crítica como parece. O motivo é a forma de contagem dos crimes, realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Segundo o órgão, o princípio da transparência obriga que as ocorrências envolvendo roubo a caminhões ou veículos de entrega de mercadorias em área urbana sejam contabilizados como roubo de cargas. Neste caso, até assaltos envolvendo carteiros e suas bolsas de correspondência entram nas estatísticas.

Se um caminhão de bebidas tem o motorista abordado e roubado no instante em que está realizando a entrega e apenas uma ou algumas caixas do produto são roubadas, a ocorrência também é registrada como roubo de cargas. Porém, isto só acontece quando os bandidos não roubam também o veículo.

Para comprovar a discrepância entre os dados, pode-se observar os números fechados do ano passado. No levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), o total de ocorrências de roubo de cargas registradas na região chegou a 147. Já os números da Secretaria Estadual de Segurança Pública são bem maiores e alcançam 364 crimes.

O primeiro dado é referente às ocorrências envolvendo cargas de alto valor econômico, como as transportadas em contêineres. Já o segundo abrange todos crimes em que mercadorias são roubadas, independentemente do valor.

Investigações

As cargas de maior valor, que têm o Porto de Santos como origem ou destino são repassadas à receptores que comercializam as mercadorias. Neste ano, 30 pessoas ligadas a quadrilhas de roubo ou furto de cargas foram presas. Cargas conteinerizadas, de açúcar e café, são as mais procuradas por bandidos.

De acordo com órgão estadual de segurança, a recuperação de cargas roubadas ocorre com mais sucesso quando a comunicação do crime é feita com antecedência pela pessoa que sofreu o assalto. O encontro das cargas acontece em locais próximos às áreas urbanas, geralmente em periferias, longe de grandes centros.

Geralmente, os crimes são cometidos por quadrilhas especializadas, formadas por membros com funções específicas e divididas. Cada um é responsável por uma etapa do crime, desde a abordagem até a destinação final da carga. O primeiro contato com o veículo que será roubado ocorre com a utilização de um ou mais veículos, seguida da retenção do motorista, até que a carga seja guardada em local seguro para o bando.

Um grupo formado por integrantes das polícias Civil, Militar e Federal, além de membros dos sindicatos das transportadoras e dos motoristas, se reúne mensalmente para discutir formas de prevenir os roubos de cargas na Baixada Santista e no Vale do Ribeira.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Brado Logística e Santos Brasil intensificam operação ferroviária

Novo acordo estabelece a movimentação por bitola larga. Meta é chegar ao final do ano com a movimentação de 8 mil contêineres pelo modal

A Brado Logística e a Santos Brasil fecharam, no último mês de junho, um novo acordo a fim de intensificar as operações no modal ferroviário em Santos (SP). A partir da assinatura do contrato, a operação atenderá, também, ao corredor da passagem do trem – bitola larga. A meta é reforçar as operações de importação e exportação realizadas pelos Terminais Intermodais Rodoferroviários da Brado.




O acordo entre as empresas não é novidade. As companhias já realizam, há um ano, a operação de entrada das composições ferroviárias diretamente no terminal portuário da Santos Brasil, o Tecon Santos, localizado no Guarujá (SP), margem esquerda do complexo portuário santista. Em 2011, a freqüência de um conjunto por semana gerou a movimentação de 3.200 contêineres.


O reforço na operação gera otimismo. A perspectiva é a de que até o final deste ano 8 mil contêineres seja operacionalizados, com o aumento de frequência para uma composição da Brado por dia operando no Tecon Santos.


As cargas serão escoadas, por trem, saindo das cidades do interior e seguindo para o terminal santista. Segundo a diretora Negócios e Serviços da Brado Logística, Linda Machado, este fluxo é fundamental para a companhia, pois é o acesso à ferrovia direto para a área primária tornando-se realidade. “Em um complexo portuário como o Porto de Santos não temos como não estarmos juntos”, diz.


Estratégias


Para suportar ao aumento operacional, a Brado investiu cerca de 30 milhões em vagões Spine Car 80’ (Long-Stack). Os implementos serão utilizados no transporte de itens como algodão, açúcar, soja e suco, além de produtos frigorificados. A meta da companhia ferroviária é melhorar os índices de prestação de serviços, com a melhor relação entre custo e benefício para exportadores e importadores, expandindo as atividades no modal férreo.


Na opinião do diretor Comercial da Santos Brasil, Roberto Tórtima, o uso mais efetivo da ferrovia viabilizará o escoamento das importações, barateando os custos e desafogando o acesso ao terminal.


A Santos Brasil também destinou recursos a fim de melhor estruturar este reforço operacional. Para agilizar e garantir a qualidade da operação ferroviária, a empresa projetou a infraestrutura para ampliar o atendimento de operadores da malha férrea. O aporte foi de R$ 6 milhões. A companhia prevê aumentar dos atuais 3% para 15% a participação da ferrovia na movimentação do Tecon Santos, levando em consideração outros operadores do modal.


Para isso, algumas ações estão descritas no plano estratégico. Uma delas estabelece o projeto de um novo pátio ferroviário, que deve ter acesso exclusivo à instalação marítima. O objetivo é garantir mais velocidade no carregamento e no descarregamento e, principalmente, atender os vagões do tipo double stacker, que têm capacidade para movimentar dois contêineres empilhados.

Fonte:

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Congestionamento do Porto

O mês de julho chegou e trouxe os compradores do açúcar brasileiro. A demanda pela soja também segue no seu auge e, neste momento, os interessados nas commodities renovam os estoques do mercado internacional. Aliado a isso, o Porto de Santos ainda sente os reflexos da paralisação de 18 dias dos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). O resultado é uma fila de navios aguardando para entrar no complexo. Apenas ontem, foram contabilizados 72 navios. Em dia comuns, seriam verificados apenas 50.

Do total, 23 eram navios açucareiros. Mas, a Codesp, estatal que administra o Porto, explica que apenas cinco já haviam solicitado atracação. Os outros permanecem sem autorização para operar no cais santista.

De acordo com o gerente-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado São Paulo (Sindamar), José Roberto Mello, alguns afretadores posicionam os navios na Barra de Santos sem que os contratos tenham sido fechados. “Eles ficam de prontidão, à espera da conclusão do negócio”, destaca.

A quantidade de navios esperando para atracar no cais santista tem chamado a atenção da população


Enquanto aguardam, os navios ficam fundeados na Barra, na entrada do canal de navegação. Em dias secos como os desta semana, a média de embarcações na área de fundeio chega a 50. Somente em dias chuvosos, o número costuma aumentar, devido à paralisação das operações com granéis. Em períodos de safra, a quantidade também cresce consideravelmente. A situação atual se encaixa, sobretudo, no último quesito.

Porém, a Autoridade Portuária garante que mantém o ritmo de entrada e saída de navios no complexo. Conforme as estatísticas, o trânsito marítimo registra cerca de 40 entradas e 40 partidas por dia. O órgão explica ainda que nos cinco primeiros meses do ano, 64% dos cargueiros aguardaram menos de 24 horas para atracar.

Mesmo assim, o atual período de grande movimento nas operações deve continuar por, pelo menos, mais quatro meses. É o que garante o supervisor de Operações da Agência Marítima Unimar, Wellington Martins. Tradicionalmente, o pico dos embarques acontece entre agosto e outubro.

Como o Porto de Santos tem quatro terminais especializados no transporte de açúcar a granel e a demanda cresce no período, as filas são inevitáveis. Mas, o supervisor não acredita em uma repetição da situação de 2010, quando a quantidade de navios na Barra bateu recorde histórico.

“Acho que se aproxima, mas não chega. Naquele momento (em 2010), vários fatores causaram aquele grande movimento. A demanda internacional e a chuva foram os principais”, destaca. Ele se refere às filas para o embarque da commodity, que reuniram mais de 120 navios na Barra, naquele ano.

O gerente comercial da Agência Marítima Orion, André Ferro, já sente um ritmo lento nas operações por conta do período de safra. Segundo ele, a descarga de fertilizantes e os embarques de soja e açúcar são os que contribuem para a grande demanda de navios no complexo santista.

Reivindicações

De acordo com Mello, ainda existem questões ameaçadoras para as operações portuárias em Santos. Uma delas é a operação padrão dos auditores da Receita Federal, que paralisam os trabalhos duas vezes por semana e seguem em ritmo mais lento nos outros dias.

“O movimento de reivindicações da Alfândega também gera atraso no desembaraço das mercadorias. Quanto aos TPAs, a situação está aparentemente solucionada, mas a paralisação foi longa e os reflexos ainda existem”, destaca.

A possibilidade de novos movimentos sindicais também preocupa os usuários do Porto. Funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Polícia Federal decidem, na próxima semana, como serão suas reivindicações salariais. Existe a possibilidade de operação padrão para todas as categorias.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Novo terminal portuário vai contratar 180 até o final do ano

Os interessados em oportunidades no mercado de trabalho no Porto de Santos devem ficar atentos. O terminal Embraport inicia processo seletivo para a contratação de 180 profissionais a partir deste mês. As contratações seguem até dezembro para cargos de níveis médio, técnico e superior. Para o próximo ano, está prevista a abertura de mais 620 vagas, pelo menos.

O número de contratações previstas para o ano que vem pode aumentar. Tudo vai depender da demanda do novo terminal. Ele está sendo construído na Área Continental de Santos, entre as ilhas Diana e Barnabé, na Margem Esquerda do complexo, e tem o início das operações previsto para o primeiro trimestre do próximo ano. O empreendimento é uma parceria das empresas Odebrecht TransPort, DP World e Coimex.

Durante os próximos 30 dias, processos de recrutamento e seleção estarão abertos para 12 vagas nas áreas de Engenharia, Operação e Tecnologia da Informação.

Mais tarde, em outubro, serão abertas mais vagas da área operacional. Serão 134 oportunidades, que poderão ser preenchidas até novembro. Supervisor e planejador de pátio, planejador de navios e operadores de gates são algumas das funções oferecidas pelo terminal.


A Embraport também pretende contratar profissionais habilitados para ocupar cargos nas áreas de Engenharia e Projetos. Os setores financeiro, de Controladoria, Tesouraria, Recursos Humanos, Tecnologia da Informação e de Manutenção também serão formados por novos profissionais.

Todos os candidatos devem cadastrar os currículos no endereço eletrônico da Embraport, (www.terminalembraport.com.br). O portal apresenta o link Trabalhe Conosco, onde há a ficha de inscrição. As informações serão automaticamente direcionadas ao setor de Recursos Humanos.

Na página, devem ser inseridos os dados pessoais, além da formação acadêmica e empregos anteriores do candidato. Conhecimentos em outros idiomas e informática também são diferenciais.

De acordo com a empresa, um critério para as contratações é a motivação do profissional a aprender e render. Os salários oferecidos não foram informados, mas já um plano de carreira definido, que contempla perspectivas de crescimento dentro do novo terminal.

Outra preocupação é a capacitação dos novos profissionais. Por isso, foi desenvolvido um programa de treinamento que prevê a formação dos funcionários, de acordo com padrões internacionais de qualidade e eficiência.

Os candidatos que forem selecionados poderão participar dos programas de qualificação da Embraport em parceria com Sistema "S" (Senat e Senai) e Incatep, entre outras instituições.

Estrutura

Para a construção do terminal portuário, foram contratados 2.500 profissionais. No total, o empreendimento ocupará uma área de 848.500 metros quadrados e o investimento chegará a R$ 2,3 bilhões.

A capacidade anual de movimentação do terminal Embraport, quando totalmente implantado, será de 2 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e 2 bilhões de litros de granéis líquidos.

Toda a operação vai acontecer em 1.100 metros de cais e 342 mil metros quadrados de retroárea para armazenagem de cargas. Além disso, uma área de 60 mil metros quadrados será destinada à tancagem dos granéis líquidos.

Na primeira etapa da primeira fase, que será concluída até março do próximo ano, 350 metros de cais serão entregues. Depois, até outubro, encerrando esta etapa, vão entrar em operação mais 300 metros. Nesta fase, o terminal terá capacidade para movimentar 1,2 milhão de TEU e 2 bilhões de litros de granéis líquidos.

Entre os equipamentos, seis portêineres (post-panamax), 22 RTGs e 40 terminal tractors serão instalados. Mas esta estrutura aumentará. Quando o projeto final estiver em prática, haverá 12 portêineres, 49 RTGs e 90 terminal tractors.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Dragagem na entrada do canal do Porto é retomada



Até o próximo mês, 273 metros cúbicos de sedimentos serão retirados do canal de navegação do Porto de Santos, no trecho que vai da Barra até o Entreposto de Pesca. A medida complementa a dragagem de aprofundamento, concluída há cerca de 30 dias e que deixou o canal do complexo marítimo com 15 metros de profundidade.

A informação foi transmitida pelo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, Bechara Abdala Pestana Neves. Segundo ele, o superintendente de Infraestrutura e Utilidades da Codesp, José Roberto Borrelli, apresentou esse planejamento durante a reunião do CAP da última segunda-feira. Inicialmente, o então diretor-presidente da Docas, José Roberto Correia Serra, explicaria o cronograma da obra, mas devido à presença do ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, na Cidade, os planos foram alterados.

O volume que será retirado desse trecho do canal (de número 1) foi determinado após uma batimetria – exame de verificação da profundidade de um local. Segundo a Codesp, ela foi realizada por uma empresa fiscalizadora contratada pela Secretaria de Portos (SEP).


Codesp irá deixar tanto o Trecho 1 (na foto) como o restante do canal com 15 metros de profundidade
A previsão da Docas é que quase todas as batimetrias previstas estejam concluídas até o final do próximo mês. Só não será finalizada a do Trecho 3, que vai do Armazém 6 ao Paquetá e é o local onde estão três obstáculos à navegação. Até que as rochas de Teffé e Itapema e os destroços do navio Ais Giorgis sejam retirados, a Codesp espera oficializar a profundidade desse trecho com a ressalva “redução provisória da largura do canal”.

Segundo as informações da Autoridade Portuária, a oficialização do aprofundamento do Trecho 2 (do Entreposto de Pesca ao Armazém 6) aguarda a batimetria da SEP. O mesmo acontece com as subdivisões “a”, “b” e “c” do Trecho 4 (do Paquetá à Alemoa). Já a divisão “d”, última a ser dragada, ainda será verificada pela Docas.

A draga chinesa Hang Jun 5001, que tem capacidade para dragar até 5 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem, voltará a operar, desta vez na manutenção da dragagem do Porto. Seu retorno está previsto para a próxima segunda-feira.

Pedido

De acordo com o presidente do CAP, a dragagem foi o assunto mais debatido durante a reunião do colegiado. O principal pleito dos operadores foi a necessidade de uma compatibilização dos cronogramas da obra.

A dragagem de aprofundamento do canal de navegação foi executada com recursos da SEP. Já as obras que garantem a profundidade de berços e bacias de evolução ficam sob a responsabilidade da Codesp.

Segundo Bechara, os executivos defendem que os serviços ocorram com um cronograma único. “Um terminal só vai conseguir operar com canal, acesso ao berço e berço dragados”, destacou.

sábado, 23 de junho de 2012

Portos chineses alimentam apetite por comércio, infraestrutura e commodities

Dos dez maiores portos do mundo, começando pelo maior de todos – Xangai –, sete estão na China. Como se não bastasse, Xangai vai receber nos próximos anos um porto maior ainda.

A China se transformou no maior exportador mundial, mas seus portos também recebem grandes carregamentos. O minério de ferro chega principalmente do Brasil e da Austrália. A soja, do Brasil, da Argentina e dos Estados Unidos.

A diminuição do ritmo econômico mundial e as montanhas de minério de ferro que se acumulam em portos como o de Qingdao, o sétimo maior do mundo, por causa da diminuição do número de compradores, parecem não ter arrefecido o ímpeto chinês.

Apesar da estrutura já existente, a China continua expandindo seus portos, não só para não interromper a aceleração do crescimento econômico, mas também para aumentar a capacidade de armazenamento, que parece inesgotável.

“Estamos em busca de oportunidades também na América Latina”, disse Sun Xin Ying, gerente-geral de uma empresa estatal na cidade de Tianjin, que importa minérios e outras commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional). Eles receberam cerca de US$ 20 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China para fechar compras fora do país.

Tianjin tem o quinto maior porto da China, mas é o maior existente próximo a Pequim. Existe um trem-bala ligando a capital chinesa à cidade portuária. A viagem dura cerca de 35 minutos e acabou transformando os arranha-céus de Tianjin, que até dez anos atrás era uma cidadezinha de interior, em dormitório para milhares de trabalhadores que se deslocam diariamente para Pequim.

A infraestrutura na China é meticulosamente desenhada e os chineses têm verdadeira obsessão por maquetes. Pequim, Xangai e Tianjin têm prédios inteiros para abrigar maquetes que apresentam o planejamento de cidades repletas de arranha-céus, trens-bala ou portos. Bairros inteiros com prédios modernos surgem em questão de meses, gerando uma demanda por mais ferro e cimento do que os chineses sozinhos são capazes de atender.

Apesar da estrutura já existente, a China continua expandindo seus portos

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Grupo EcoRodovias compra as empresas do complexo Tecondi

Um mês e um dia após adquirir 41,29% das ações do complexo Tecondi – que engloba o Terminal de Contêineres da Margem Direita (Tecondi), a Termares e a Termlog –, o Grupo EcoRodovias comprou o restante dos papéis, o equivalente a 58,71%. O domínio das três empresas pertencia exclusivamente ao Grupo Formitex. O valor total do negócio, que foi fechado na última terça-feira, é de R$ 1,3 bilhão. Pela aquisição do primeiro lote de ações, a EcoRodovias, holding que administra várias concessões rodoviárias, inclusive a do Sistema Anchieta- migrantes (SAI), pagou R$ 540 milhões. Já o restante da transação custou R$760 milhões. De acordo com o contrato firmado entre as empresas, a compra do restante das ações poderiaserfeitaematé12meses após a aquisição do primeiro lote. Segundo a EcoRodovias, o negócio foi antecipado por se tratar de uma compra estratégica para as atividades da holding. A primeira mudança que aconteceu após a compra de 100% das ações do Tecondi foi a troca da presidência da empresa. Agora, o comando do terminal está a cargo de Luís Augusto de Camargo Opice, que ocupava o cargo de vice-presidente. Já o presidente Cesar Floriano, passou a integrar o Conselho de Administração do grupo. Com os Ecopatios Cubatão e Imigrantes e as demais unidades da Elog Sudeste, a EcoRodovias conta agora com a maior retroárea do Porto de Santos, já que todas as unidades estão localizadas em um raio de até 200 quilômetros do Complexo Tecondi. Esta condição permitirá a otimização das operações do cais e a transferência de parte do volume armazenado no terminal para essas áreas. A expectativa da empresa compradora é que o Tecondi possa operar 500 mil contêineres neste ano, um aumento de 61% sobre o volume operado no ano passado. Para isto, a EcoRodovias prevê um investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos, na compra de equipamentos para o terminal de contêineres. Entre os aparelhos que serão adquiridos estão portêineres, RTGs (empilhadeiras para a operação de contêineres) e sistemas operacionais. O negócio foi pago com 30% de capital próprio e 70% de recursos de terceiros, que incluem a emissão de R$ 600 milhões em debêntures da Ecoporto, holding criada para controlar a operação.